Rifampicina

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Indicação

Para que serve?

A rifampicina é indicada no tratamento das diversas formas de tuberculose e de hanseníase causadas por microrganismos sensíveis, sempre em associação com outros antibióticos.

Também está indicada na prevenção em indivíduos que tiveram contato íntimo com pacientes com meningite.

Posologia

Como usar?

A posologia depende do problema que se pretende tratar:

Tratamento da tuberculose pulmonar e extrapulmonar:

  • Pacientes com peso inferior a 20 kg: 10 mg/kg de peso corporal ao dia (criança de 10 kg de peso, por exemplo, receberá 5 ml da suspensão oral).
  • Pacientes com mais de 20 kg de peso até 35 kg: 300 mg/dia (uma cápsula de 300 mg ou 15 ml da suspensão oral).
  • Pacientes com mais de 35 kg de peso até 45 kg: 450 mg/dia (uma cápsula de 300 mg e 7,5 ml ou 22,5 ml da suspensão oral).
  • Pacientes com mais de 45 kg de peso: 600 mg/dia (duas cápsulas de 300 mg ou 30 ml da suspensão oral).

A duração do tratamento é de seis meses, sempre em associação com outros medicamentos para o tratamento da tuberculose.

Para tuberculose meningoencefálica as doses de rifampicina seguem o mesmo esquema exposto acima mas tem duração de 9 meses.

Para a prevenção de doença meningocócica (meningite não tuberculosa), a dose é igual a citada para meningite tuberculosa, durante apenas dois dias.

Os recém-nascidos formam uma exceção porque devem receber 5 mg/kg de peso corporal, duas vezes ao dia, durante dois dias.

Tratamento da Hanseníase:

  • Dose mensal de 600 mg (duas cápsulas) ou 30 ml da suspensão oral para adultos, sempre sob forma combinada.
  • Pacientes adultos com menos de 35 kg de peso devem receber doses mensais de 450 mg.
  • Crianças podem receber doses equivalentes a 10 mg/kg, desde que não ultrapassem as doses mencionadas acima.

De preferência, o medicamento deve ser tomado uma hora antes ou duas após as refeições.

O frasco da suspensão sempre deve ser agitado antes de usar, e após a abertura deve ser mantido bem fechado.

As cápsulas não podem ser partidas ou mastigadas.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, náuseas, vômitos e diarreia. Pode ocorrer colite associada ao uso do antibiótico, alterações na pele, pancreatite, icterícia, insuficiência do fígado, presença de pontos ou manchas avermelhadas na pele, sangramento do nariz ou gengiva, sangramento vaginal, anemia por destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, sintomas de gripe e problemas graves nos rins, com perda do órgão e choque, distúrbios do sistema nervoso central, neurite periférica e trombose venosa.

Podem surgir ainda coloração avermelhada e marrom da urina, fezes, saliva, suor e lágrimas.

Outros efeitos colaterais incluem calafrios, respiração ofegante, tontura, dores musculares, tremores e hematúria.

Contraindicações

Quando não devo usar?

A Rifampicina não deve ser utilizada em pacientes com antecedentes de alergia à rifampicina ou a outros medicamentos do grupo das rifampicinas ou a qualquer outro componente do produto.

Alguns pacientes que apresentam doenças graves de fígado ou rins não podem utilizar rifampicina, cabe ao seu médico avaliar o risco-benefício. Uso concomitante com contraceptivos orais ou fármacos hepatotóxicos.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Não deve ser utilizada sozinha para o tratamento da tuberculose e hanseníase.

Em alguns pacientes pode ocorrer aumento da bilirrubina e de outras substâncias no sangue que podem ser transitórias sem exigir término do tratamento, o médico irá avaliar cada caso.

Alguns pacientes que apresentam doenças graves de fígado ou rins não podem utilizar rifampicina.

Evitar uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

Tanto as cápsulas como a suspensão, devem ser tomadas com o estômago vazio, preferencialmente uma hora antes ou duas após as refeições. Em caso de desconforto digestivo, recomenda-se administrar junto com uma leve refeição.

Atenção: este medicamento na apresentação suspensão oral contém açúcar , portanto deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou amamentando sem a orientação do médico.

O uso deve ser cauteloso em pacientes com problemas no fígado e rins, pois apresentam maior risco de feitos tóxicos. Nestes casos, o tratamento somente deve ser empregado em caso de real necessidade e sob supervisão médica.

Mecanismo de Ação

Como funciona?

A Rifampicina é um remédio bacteriostático, porque age inibindo a multiplicação de bactérias sensíveis a este medicamento.

A Rifampicina interfere com o anticoncepcional?

Sim. A Rifampicina é um dos poucos antibióticos que reduzem o efeito do anticoncepcional. Saiba porquê e o que fazer.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se houver esquecimento de uma dose, tome-a assim que possível, a menos que esteja próximo da dose seguinte.

Nunca tome duas doses ao mesmo tempo. Se houver esquecimento de duas ou mais doses, o médico deverá ser avisado.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

O uso de grandes doses de rifampicina pode provocar coloração da pele em tom vermelho alaranjado, inchaço ao redor dos olhos ou na face, coceira, náuseas, vômitos, diarreia e outras manifestações como as descritas no item anterior.

Composição

Rifampicina cápsula

Cada cápsula contém:

Rifampicina ________________________________ 300 mg

Excipientes qsp ____________________________1 cápsula
(croscarmelose sódica; estearato de magnésio; talco)

Rifampicina suspensão oral

Cada ml da suspensão oral contém:

Rifampicina __________________________________20 mg

Veículo qsp ____________________________________1 ml

(sacarose; ácido cítrico anidro; goma adraganta; fosfato de sódio dibásico; metabissulfito de sódio; metilparabeno; propilparabeno; simeticona; essência de cereja; água deionizada)

A Rifampicina está também disponível com o nome comercial Rifaldin.

Laboratório

Fundação Para o Remédio Popular - FURP

- SAC: 0800 055 1530

Dizeres Legais:

MS – 1.1039.0016 | Farm. Responsável: Dr. Adivar Aparecido Cristina – CRF-SP nº 10.714

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