Quem deve evitar a toma de aspirina

Atualizado em: Junho 2018


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A aspirina é um anti-inflamatório não esteróide que pode ser usado para casos de dor e inflamação em algumas situações e também para baixar a febre.

No entanto, existem casos em que ela não deve ser usada, porque pode causar danos na saúde ou levar ao agravamento de doenças, sendo os seguintes aqueles que têm um risco mais elevado:

1. Hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico

Pessoas que são alérgicas ao ácido acetilsalicílico, geralmente apresentam sintomas como vermelhidão e coceira na pele, inchaço dos lábios e olhos e febre, logo após a toma ou até uma hora depois.

Nestes casos, deve-se ir ao hospital com urgência, descontinuar o medicamento e não voltar a tomar. 

2. Asma

A aspirina não deve ser usada em pessoas com asma, porque o ácido acetilsalicílico pode induzir uma crise asmática, porque causa um aumento temporário da resposta inflamatória. 

Estudos demonstram que cerca de 20% das pessoas com asma, desenvolvem uma crise aguda após ingestão de aspirina. 

3. Úlcera no estômago

A aspirina não deve ser usada em pessoas com úlcera no estômago, porque o ácido acetilsalicílico inibe uma enzima que é responsável pela produção de prostaglandinas, que protegem este órgão.

Assim, se diminuir a quantidade de prostaglandinas, menos protegido fica o estômago e por isso fica mais suscetível à acidez gástrica, podendo piorar as úlceras.

4. Diátese hemorrágica

A diátese hemorrágica, também conhecida por tendência para o sangramento, caracteriza-se por hemorragias mais intensas ou prolongadas que o normal.

Devido ao facto da a aspirina reduzir a agregação das plaquetas, que contribuem para a coagulação do sangue, esta não deve ser utilizada nestes casos, porque pode intensificar ainda mais o sangramento.

5. Insuficiência renal e hepática grave

A aspirina pode prejudicar a função do rim e do fígado e por isso não deve ser usada em pessoas com insuficiência renal e hepática.

6. Grávidas 

A aspirina, excepto se de baixa dosagem, pode induzir o encerramento do canal arterial fetal, reduzir a quantidade de líquido amniôtico, causar distúrbios hemorrágicos e levar ao prolongamento do trabalho de parto, pelo que não deve ser dada a grávidas na segunda metade da gravidez.

Mesmo durante a primeira metade da gravidez, a aspirina só deve ser usada se recomendada pelo médico.

Veja outras contraindicações, advertências e efeitos colaterais da aspirina.

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