Paroxetina

Atualizado em: Janeiro 2018


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Indicação

Para que serve?

A paroxetina é um antidepressivo eficaz no tratamento dos sintomas e prevenção de recorrência da depressão, do transtorno obsessivo compulsivo, da doença do pânico, do transtorno de ansiedade generalizada, e pode ainda ser usada no tratamento da fobia social e do transtorno de estresse pós traumático.

Posologia

Como usar?

A paroxetina deve ser administrada em dose única diária, pela manhã, juntamente com os alimentos, devendo o comprimido ser engolido inteiro, sem mastigar.

Entretanto, a posologia deve ser avaliada e ajustada, se necessário, 2 a 3 semanas após o início do tratamento e, a partir de então, conforme considerado clinicamente apropriado.

O período de tratamento pode ser de vários meses para o tratamento da depressão, ou até mais longo para o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo e da doença do pânico.

A posologia para cada situação é a seguinte:

  • Depressão

Adultos:

A dose recomendada é de 20 mg ao dia.

Em algumas pessoas pode ser necessário aumentar a dose, devendo ser feito gradativamente, em aumentos de 10 mg até 50 mg/dia, de acordo com a resposta da pessoa.

  • Transtorno Obsessivo Compulsivo

Adultos:

A dose recomendada é de 40 mg ao dia, no entanto, o tratamento deve ser iniciado com 20 mg ao dia e a dose deve ser aumentada semanalmente, em aumentos de 10 mg.

  • Doença do Pânico

Adultos:

A dose recomendada é de 40 mg ao dia, no entanto, o tratamento deve ser iniciado com 10 mg ao dia e a dose deve ser aumentada semanalmente, em aumentos de 10 mg, de acordo com a resposta do paciente.

  • Fobia social / Transtorno de ansiedade social, de ansiedade generalizada ou de estresse pós-traumático

Adultos:

A dose recomendada é de 20 mg ao dia, no entanto, as pessoas que não responderem a essa dose, podem beneficiar pelo aumento da dosagem em aumentos de 10 mg, conforme necessário, até o máximo de 50 mg/dia.

As alterações de dosagem devem ocorrer em intervalos de pelo menos 1 semana.

Assim como outros medicamentos psicoativos, a descontinuação abrupta deve ser evitada.

A eficácia de cloridrato de paroxetina em crianças menores de 18 anos não foi estabelecida.

Estudos clínicos controlados em depressão não puderam demonstrar eficácia e não fornecem suporte ao uso de paroxetina no tratamento de crianças menores de 18 anos de idade com depressão.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Os efeitos adversos mais comuns provocados pelo uso de paroxetina são: náuseas, sonolência, secura na boca, fraqueza, insônia, suor abundante, tremor, vertigem, constipação, diarreia, vômito e apetite reduzido.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Este remédio é contraindicado em pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula.

Não é recomendado o uso de cloridrato de paroxetina em crianças nem para mulheres que estejam amamentando e não deve ser usado durante a gravidez.

Mecanismo de Ação

Como funciona?

A paroxetina é um inibidor da recaptação da serotonina, que atua bloqueando um recetor no cérebro onde se liga a serotonina, que é um mensageiro químico fundamental para a comunicação celular.

Em algumas patologias, como na depressão ou doença de pânico por exemplo, a quantidade de serotonina liberada é insuficiente. Por isso, inibindo a sua recaptação com a paroxetina, é possível aumentar a quantidade de serotonina presente para transmitir mensagens, reforçando assim a neurotransmissão serotoninérgica.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

O cloridrato de paroxetina não deve ser usado em combinação com inibidores da monoaminoxidase ou durante as 2 semanas após o término do tratamento com este tipo de substância, portanto, o tratamento deve ser iniciado com cautela e a dose deve ser aumentada gradualmente até que a resposta ótima seja atingida.

Deve-se ter especial cuidado nas seguintes situações:

  • História de Mania;
  • Uso de anticoagulantes Orais;
  • Medicação à base de triptofano;
  • Problemas Cardíacos;
  • Epilepsia;
  • Convulsões;
  • Terapia Eletroconvulsiva;
  • Uso de neurolépticos;
  • Glaucoma.

A possibilidade de uma tentativa de suicídio é um componente inerente ao transtorno depressivo maior e pode persistir até que ocorra remissão significativa.

Pode ser que não ocorra melhora durante as primeiras semanas ou mais, após o início do tratamento.

Além disso, este medicamento deve também ser usado com cautela em pessoas sob tratamento concomitante com drogas que aumentem o risco de sangramento ou com tendência conhecida a sangramento.

O medicamento não deve ser usado durante a gravidez ou em mulheres que estejam amamentando, a não ser que, na opinião do médico, os benefícios potenciais justifiquem os possíveis riscos.

Interações Medicamentosas:

  • Alimentos / antiácidos

A absorção e farmococinética de cloridrato de paroxetina não são afetadas por alimentos ou antiácidos.

  • IMAOS / triptofano / outros ISRSs

A co-administração de drogas serotonérgicas (ex: IMAOS, triptofano, outros ISRSs) pode levar a uma alta incidência de efeitos associados à serotonina.

Os sintomas incluíram agitação, confusão, diaforese, alucinações, hiperreflexia, mioclonia, calafrios, taquicardia e tremor.

  • Indutores / inibidores do metabolismo enzimático

O metabolismo e a farmococinética do cloridrato de paroxetina podem ser afetados por drogas que induzem ou inibem o metabolismo enzimático da droga.

Quando cloridrato de paroxetina é co-administrado com uma droga inibidora do metabolismo, o uso da dose mínima deve ser considerado.

Nenhum ajuste inicial na dosagem do cloridrato de paroxetina é considerado necessário quando a droga é co-administrada com drogas indutoras do metabolismo enzimático.

Qualquer ajuste subsequente de dosagem deve ser baseado nos efeitos clínicos (tolerância e eficácia).

  • Álcool

Embora cloridrato de paroxetina não aumente a deterioração da habilidade mental e motora causada pelo álcool, o uso concomitante de álcool e cloridrato de paroxetina não é aconselhado.

  • Haloperidol / amilobarbitona / oxazepam

Experiências em um número limitado de indivíduos sadios têm demonstrado que cloridrato de paroxetina não aumenta a sedação e a sonolência associadas ao haloperidol, amilobarbitona ou oxazepam, quando administrados em combinação.

  • Lítio

Estudos em pacientes deprimidos estabilizados com lítio não demonstram nenhuma interação farmacocinética entre cloridrato de paroxetina e lítio.

No entanto, uma vez que a experiência é limitada, a administração concomitante de cloridrato de paroxetina e lítio deve ser feita com cautela e os níveis de lítio devem ser monitorados.

  • Fenitoína / anticonvulsivantes

A co-administração de cloridrato de paroxetina e fenitoína é associada à diminuição da concentração plasmática do cloridrato de paroxetina e aumento das experiências adversas.

Nenhum ajuste inicial na dosagem de cloridrato de paroxetina é considerado necessário quando estas drogas são coadministradas; qualquer ajuste posterior da dosagem deve ser baseado nos efeitos clínicos.

A co-administração de cloridrato de paroxetina com outros anticonvulsivantes também pode ser associada ao aumento da incidência de experiências adversas.

  • Warfarina / anticoagulantes orais

Pode haver uma interação farmacodinâmica entre o cloridrato de paroxetina e a warfarina, que pode resultar em alteração do tempo de protrombina e em aumento de sangramento.

O cloridrato de paroxetina deve, portanto, ser administrado com grande cautela em pacientes recebendo anticoagulantes orais.

  • Antidepressivos tricíclicos

Os efeitos da administração concomitante de cloridrato de paroxetina com antidepressivos tricíclicos não foram estudados.

O uso concomitante de cloridrato de paroxetina com estas drogas deve, portanto, ser considerado com cautela.

  • Prociclidina

O cloridrato de paroxetina pode aumentar significativamente os níveis plasmáticos de prociclidina.

A dose de prociclidina deve ser reduzida se efeitos anticolinérgicos forem observados.

  • Isoenzimas P450

Como outros antidepressivos, incluindo outros ISRSs, a paroxetina inibe a enzima hepática CYP2D6 do citocromo P450. Isto pode levar a uma elevação do nível plasmático das drogas co-administradas que são metabolizadas por essa enzima.

Paroxetina engorda?

Um dos efeitos colaterais da paroxetina é o ganho de peso, no entanto não é muito frequente que isso aconteça, afetando apenas cerca de 10% das pessoas.

Paroxetina pode provocar ejaculação precoce?

O tratamento com paroxetina pode alterar o apetite sexual e provocar alterações na ereção e na ejaculação. Por isso, durante o tratamento pode ocorrer ejaculação precoce.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

As experiências de superdosagem com paroxetina, demonstraram os seguintes sintomas: náusea, vômito, tremor, pupila dilatada, boca seca, irritabilidade, sudorese, sonolência, febre, alterações na pressão arterial, cefaleia, contrações musculares involuntárias, agitação, ansiedade e taquicardia, mas não convulsão.

Coma ou alterações no ECG foram ocasionalmente relatados e muito raramente em resultado fatal, mas geralmente quando cloridrato de paroxetina foi administrado em associação com outras drogas psicotrópicas, com ou sem álcool.

O tratamento deve consistir de medidas gerais empregadas nos casos de superdosagem com qualquer antidepressivo.

A rápida administração de carvão ativado pode retardar a absorção do cloridrato de paroxetina.

Composição

Cada comprimido revestido contém:

Cloridrato de paroxetina__________________________22,8mg

(equivalente a 20 mg de paroxetina)

Excipiente q.s.p. __________________________1 comprimido

(Excipientes: estearato de magnésio, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado, amidoglicolato de sódio, dióxido de titânio, macrogol, hipromelose e polissorbato 80).

Laboratório

Medley

- SAC: 0800 7298000.

Dizeres Legais

Farm. Resp.: Dra. Miriam Onoda Fujisawa - CRF-SP nº 10.640

MS - 1.0181.0549
SAC: 0800 7298000

Venda sob prescrição médica

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