Espironolactona

Atualizado em: Maio 2018


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Indicação

Para que serve?

A Espironolactona é um medicamento indicado para tratamento da hipertensão essencial, edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica e edema idiótico.

Além disso, também é utilizado como terapia auxiliar na hipertensão maligna, na hipopotassemia quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas, profilaxia da hipopotassemia e hipomagnesemia em pessoas que tomam digitálicos ou quando outras medidas forem inadequadas ou impróprias.

Também pode ser usada no diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário e no tratamento pré-operatório de pessoas com hiperaldosteronismo primário.

Posologia

Como usar?

A dose recomendada de espironolactona depende do problema a tratar:

  • Hipertensão essencial

Dose usual: 50 a 100 mg por dia, que nos casos resistentes ou graves pode ser gradualmente aumentada em intervalos de duas semanas até 200 mg/dia.

A dose diária pode ser administrada em doses fracionadas ou em dose única e o tratamento deve ser mantido por, no mínimo, duas semanas. A dose deve ser, posteriormente, reajustada de acordo com a resposta da pessoa.

  • Insuficiência cardíaca congestiva

Dose usual: 100 mg/dia. Em casos resistentes ou graves, a dosagem pode ser gradualmente aumentada até 200 mg/dia. Quando o edema estiver controlado, a dose habitual de manutenção deve ser determinada para cada paciente.

  • Cirrose hepática

Se a relação urinária sódio/potássio for maior que 1, a dose usual é de 100mg/dia. Se esta relação for menor do que 1, a dose recomendada é de 200 a 400 mg/dia. A dose de manutenção deve ser determinada para cada paciente.

  • Síndrome nefrótica

Habitualmente 100 a 200 mg/dia. O uso de espironolactona nestes casos só é aconselhado se os glicocorticoides isoladamente administrados não forem suficientemente eficazes.

  • Edema idiopático

A dose habitual é de 100 mg por dia.

  • Edema em crianças

A dose diária inicial é de aproximadamente 3,3 mg por Kg de peso administrada em dose fracionada. A dosagem deve ser ajustada com base na resposta e tolerabilidade da pessoa.

Se necessário, pode ser preparada uma suspensão triturando os comprimidos de espironolactona com algumas gotas de glicerina e acrescentando líquido com sabor. Tal suspensão é estável por um mês quando mantida em local refrigerado.

  • Diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário

A espironolactona pode ser empregada como uma medida diagnóstica inicial para estabelecer evidência de aldosteronismo primário enquanto a pessoa estiver em dieta normal.

  • Teste a longo prazo

A espironolactona é administrada em uma dosagem diária de 400 mg por 3 ou 4 semanas. A correção da hipopotassemia e da hipertensão revela evidência presuntiva para o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário.

  • Teste a curto prazo

A espironolactona é administrada em uma dosagem diária de 400 mg por 4 dias. Se o potássio sérico se eleva durante a administração de espironolactona, porém diminui quando é descontinuado, o diagnóstico presuntivo de hiperaldosteronismo primário deve ser considerado. Quando o diagnóstico de hiperaldosteronismo for bem estabelecido por testes mais definitivos, a espironolactona pode ser administrada em doses diárias de 100 a 400 mg com preparação para cirurgia.

Para pessoas considerados não aptas para cirurgia, a espironolactona pode ser empregada como terapia de manutenção a longo prazo, com o uso da menor dose efetiva individualizada para cada paciente.

  • Hipertensão maligna

A espironolactona é usada somente como terapia auxiliar e quando houver excesso de secreção de aldosterona, hipopotassemia e alcalose metabólica. A dose inicial é de 100 mg/dia, aumentada quando necessário a intervalos de duas semanas para até 400 mg/dia. A terapia inicial pode incluir também a combinação com outros medicamentos.

  • Hipopotassemia/ hipomagnesemia

A dosagem de 25 mg a 100 mg por dia é útil no tratamento da hipopotassemia e/ou hipomagnesemia induzida por diuréticos, quando suplementos orais de potássio ou magnésio forem considerados inadequados.

Veja como melhorar o efeito deste remédio.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Os efeitos colaterais que podem ocorrer com o uso de espironolactona são ginecomastia, náusea, sonolência, tontura, função hepática anormal, insuficiência renal aguda, trombocitopenia, leucopenia, cansaço, dor de cabeça, erupção cutânea, alopécia, crescimento de cabelo anormal, dor e neoplasma nos seios, mal estar, hiperpotassemia, ​distúrbios eletrolíticos, alterações no apetite sexual, urticária, confusão mental, febre, ataxia, impotência, distúrbios menstruais e cãibras nas pernas.

Além disso, também tem sido observado carcinoma mamário em pessoas tomando espironolactona.

Contraindicações

Quando não devo usar?

O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de hipersensibilidade conhecida à espironolactona ou demais componentes da formulação.

A espironolactona não deve ser usada em grávidas e mulheres que estejam a amamentar.

Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Uma vez que a espironolactona é um diurético poupador de potássio, a administração de suplementos de potássio ou de outros agentes poupadores de potássio não é recomendável porque pode induzir à hiperpotassemia.

É aconselhável realizar uma periódica avaliação dos eletrólitos séricos, tendo em vista a possibilidade de hiperpotassemia, hiponatremia e uma possível elevação transitória da ureia plasmática especialmente em pacientes com distúrbios pré-existentes da função renal, para os quais a relação risco/benefício deve ser considerada.

Pode ocorrer sonolência e vertigem em algumas pessoas, por isso é recomendada precaução ao dirigir ou operar máquinas até que a resposta inicial ao tratamento seja determinada.

Mecanismo de Ação

Como funciona?

A espironolactona é um medicamento com ação diurética, que tem um início de ação diurética gradual com o efeito máximo sendo alcançado no 3º dia da terapia.

A diurese continua por 2 ou 3 dias após o final da administração do mesmo.

A espironolactona emagrece?

A espironolactona é um medicamento com ação diurética e por isso, ao eliminar líquidos, pode diminuir o volume corporal de algumas pessoas que façam retenção de líquidos, o que pode dar a sensação que se está emagrecendo.

No entanto, não se perde gordura, apena água, por isso a espironolactona não emagrece.

A espironolactona serve para tratar a acne?

Alguns médicos receitam espironolactona para tratar a acne, porque a espironolactona leva a uma diminuição do efeito androgênico no folículo piloso e na glândula sebácea, fazendo com que se produza menos sebo, reduzindo assim o aparecimento da acne.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

A superdosagem com espironolactona pode causar náusea, vômitos, sonolência, confusão mental, erupção cutânea maculopapular ou eritematosa ou diarreia.

Podem ocorrer desequilíbrios eletrolíticos e desidratação.

Composição

​Cada comprimido de espironolactona 25 mg contém:

Espironolactona ______________________________25 mg

Excipientes q.s.p. _______________________1 comprimido

(Excipientes: Sulfato de cálcio dihidratado, amido de milho, povidona k30, água deionizada e estearato de magnésio vegetal).

Cada comprimido de espironolactona 50 mg contém:

Espironolactona ______________________________50 mg

Excipientes q.s.p. _______________________1 comprimido

(Excipientes: Sulfato de cálcio dihidratado, amido de milho, povidona k30, água deionizada e estearato de magnésio vegetal).

Cada comprimido de espironolactona 100 mg contém:

Espironolactona _____________________________100 mg

Excipientes q.s.p. _______________________ 1 comprimido

(Excipientes: Sulfato de cálcio dihidratado, amido de milho, povidona k30, água deionizada e estearato de magnésio vegetal).

Laboratório

Eurofarma Laboratórios

SAC: 0800 704 3876

Dizeres Legais:

MS - 1.0043.0952 | Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258 | SAC: 0800 704 3876

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