Epelin

publicidade

Indicação

Para que serve?

Controle de convulsões tônico-clônicas generalizadas e psicomotoras (grande mal e lobo temporal). Prevenção e tratamento de episódios convulsivos durante ou após neurocirurgia.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Hipersensibilidade ao principio ativo da fórmula ou outras hidantoínas.

Posologia

Como usar?

Recomendações gerais: a posologia deve ser individualizada, sendo que os níveis plasmáticos clinicamente eficazes são atingidos com 10 a 20 mcg/ml. Com a posologia recomendada, é necessário, um prazo de 7 a 10 dias para atingir níveis sangüíneos estáveis. Não se recomenda fazer alterações de posologia a intervalos de tempo inferiores a 7-10 dias. Devido a um aumento de 8% no conteúdo da droga para a fenitoína ácida livre em relação ao sal sódico, ajuste dos níveis plasmáticos pode ser necessário quando se mudar o tratamento de suspensão oral para a cápsula e vice-versa. Cápsulas: adultos: em pacientes sem tratamento prévio a dose inicial é de 1 cápsula de 100 mg, 3 vezes ao dia, que deverá ser posteriormente ajustada de acordo com as necessidades individuais. A dose de manutenção satisfatória para a maioria dos adultos é de 1 cápsula de 100 mg, 3 a 4 vezes ao dia, podendo ser aumentada para 2 cápsulas, 3 vezes ao dia, se necessário. Suspensão oral: agitar bem antes de usar. Adultos: pacientes sem tratamento anterior devem iniciar com 1 colher de chá (5 ml), 3 vezes ao dia ou a critério médico. São admitidos ajustes de dosagem para até 5 tomadas diárias, se necessário. Crianças: iniciar o tratamento com 5 mg/kg/dia divididos em 2 ou 3 doses diárias, podendo ser gradativamente aumentadas para até 300 mg/dia. A dose diária de manutenção geralmente recomendada é de 4 a 8 mg/kg. Crianças acima de 6 anos podem necessitar da dose mínima de adultos (300 mg/dia). Superdosagem: a dose letal e desconhecida em crianças, sendo 2 a 5 gramas em adultos. Os sintomas incluem nistagmo, ataxia e disartria. Outros sintomas descritos foram tremores, hiper-reflexia, letargia, fala arrastada, náusea e vômitos. O paciente pode apresentar-se comatoso e hipotenso. A morte é causada por depressão circulatória e respiratória. Ocorre acentuada variabilidade individual quanto aos níveis plasmáticos de fenitoína em que a toxicidade ocorre. Nistagmo pelo desvio conjugado do olhar aparece em níveis de 20 mcg/ml, ataxia com 30 mcg/ml, disartria e letargia ocorrem quando os níveis atingem 40 mcg/ml, porém foram relatadas concentrações plasmáticas de até 50 mcg/ml sem evidência de toxicidade. Doses terapêuticas de até 25 vezes maiores foram ingeridas resultando em concentrações plasmáticas de até 100 mcg/ml com recuperação completa. O tratamento é inespecífico uma vez que não se conhece antídoto para a fenitoína, constituindo-se em observação e medidas de apoio para manutenção da função respiratória e circulatória. A hemodiálise é uma opção a ser considerada, uma vez que a fenitoína não se liga totalmente às proteínas plasmáticas. Foram utilizadas medidas de exsangüíneo transfusão, com substituição total do sangue no tratamento de intoxicações graves em crianças. Em casos de superdosagem aguda, considerar a possibilidade de implicação de álcool e de outros depressores do SNC.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Sistema nervoso central: geralmente dose-relacionadas, as reações adversas mais comuns são nistagmo, ataxia, fala arrastada, diminuição da coordenação, confusão mental, vertigem, insônia, nervosismo passageiro, abalos motores e cefaléia. Casos raros de discinesia, incluindo coréia, distonia, tremor e asterexis, semelhante ao induzido por fenotiazida e outras drogas neurolépticas, e neurite periférica em pacientes submetidos a tratamento prolongado. Sistema gastrintestinal: náuseas, vômitos, constipação, alterações hepáticas e hepatite tóxica. Reações cutâneas: erupções morbiliformes ou escarlatiniformes, acompanhadas de febre. Foram relatadas reações raras, porém muito mais graves e eventualmente letais como dermatite bolhosa, esfoliativa ou purpúrica, lúpus eritematoso, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Reações hematopoiéticas: as seguintes complicações raras, algumas fatais, relatadas em associação com o uso de fenitoína foram trombocitopenia, granulocitopenia, agranulocitose e pancitopenia com ou sem supressão da medula óssea; macrocitose e anemia megaloblástica que respondem usualmente a tratamento com ácido fólico, linfadenopatias, incluindo hiperplasia nodular linfática benigna, pseudolinfoma, linfoma e doença de Hodgkin. Outros sistemas: alterações faciais, aumento do volume do lábio, hiperplasia gengival, hirsutismo, doença de Peyronie, periarterite nodosa, síndrome de hipersensibilidade (que pode incluir, mas não é limitada a sintomas, tais como, artralgia, eosinofilia, febre, disfunção hepática, linfadenopatia ou erupção da pele), lúpus eritematoso sistêmico, alterações das imunoglobulinas.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Pacientes com função hepática alterada, idosos e portadores de doenças graves podem apresentar sinais precoces de toxicidade. Alguns pacientes são geneticamente predispostos à metabolização lenta da fenitoína. Seu uso deve ser interrompido em caso de aparecimento de erupções cutâneas leves (do tipo morbiliforme ou escarlatiforme), podendo ser reinstituído o tratamento, após o seu desaparecimento. Porém, no caso de recorrência na manifestação ou presença de lesões esfoliativas, bolhosas ou purpúricas, ou ao suspeitar-se de lúpus eritematoso, ou síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica, o medicamento deve ser definitivamente suspenso. A fenitoína e demais hidantoínas são contra-indicadas em pacientes com hipersensibilidade comprovada a esse grupo terapêutico. Além disso, deve-se ter cautela ao utilizar compostos com estruturas químicas semelhantes, como barbituratos, succinimidas, oxazolidinedionas nesses mesmos pacientes. Evitar o uso de fenitoína em pacientes diabéticos, devido a relatos de inibição da liberação de insulina e aumento da glicemia. Por interferir com o metabolismo da vitamina D, pode ocorrer osteomalacia. A fenitoína não é indicada em convulsões por hipoglicemia ou outras causas metabólicas. Recomenda-se proceder ao diagnóstico da real etiologia da manifestação convulsiva. A fenitoína não é indicada em crises de ausência (pequeno mal). Se ocorrer simultaneamente convulsões tônico-clônicas (grande mal) e crises de ausência (pequeno mal), é necessário um esquema terapêutico combinado. Níveis séricos acima dos recomendados podem produzir estados convulsionais como delírios, psicoses ou encefalopatias e, raramente, disfunção cerebelar irreversível. Assim, ao primeiro sinal de toxicidade devem ser medidos os níveis plasmáticos da droga e a dose reduzida caso estejam elevados. Se os sintomas persistirem, recomenda-se a suspensão do tratamento. A suspensão da medicação deve ser gradual, uma vez que a retirada abrupta, em pacientes epilépticos, pode precipitar estado de mal epiléptico. Entretanto, em reações alérgicas ou de hipersensibilidade, o medicamento deve ser gradualmente substituído por outro agente não pertencente ao grupo das hidantoínas. Há relatos associando o uso de fenitoína com desenvolvimento (regional ou generalizado) da hiperplasia benigna de nódulos linfáticos, pseudolinfoma, linfoma e doença de Hodgkin. Embora a relação entre causa e efeito não tenha sido estabelecida, a ocorrência de linfadenopatia indica a necessidade de diferenciar essa patologia de outros tipos de patologia nodular linfática. O envolvimento dos nódulos linfáticos pode ocorrer com ou sem sinais e sintomas assemelhando-se à doença do soro, como febre, erupção cutânea e comprometimento hepático. Em todos os casos de linfadenopatia deve-se esclarecer sua etiologia, acompanhar o paciente por longo período de tempo e procurar controlar o quadro convulsivo com agentes anticonvulsivantes alternativos. A ingestão de quantidade excessiva de álcool pode elevar os níveis séricos de fenitoína, enquanto que seu uso crônico tende a reduzi-los. Foram relatados casos isolados de exacerbação de porfiria. Portanto, recomenda-se cautela no uso de fenitoína em portadores dessa patologia. Gravidez e lactação: vários relatos sugerem uma associação entre o uso de drogas antiepilépticas por mulheres epilépticas e um aumento na incidência de defeitos congênitos em crianças nascidas dessas mulheres. Os dados mais numerosos estão relacionados com a fenitoína e fenobarbital, mas como esses dois compostos também são os de maior prescrição, relatos menos sistemáticos sugerem uma associação semelhante com o uso das demais drogas antiepilépticas conhecidas. Os relatos sugerindo uma incidência mais elevada de defeitos congênitos em filhos de mulheres epilépticas submetidas a tratamento anticonvulsivante não podem ser vistos como apropriados a estabelecer uma relação definida entre causa e efeito. Existem problemas intrínsecos de ordem metodológica em se obter dados adequados relativos a teratogenicidade da droga em seres humanos; fatores genéticos ou a própria patologia convulsiva podem ser mais importantes do que o tratamento medicamentoso na causa dos defeitos congênitos. A grande maioria das mães submetidas a medicação anticonvulsivante da a luz a crianças normais. É importante observar que drogas antiepilépticas não devem ser descontinuadas nos pacientes cuja medicação é administrada para prevenir grandes ataques, devido à grande possibilidade de precipitar um estado de mal epiléptico levando à hipoxia e risco de vida. Em alguns casos individuais quando a severidade e freqüência do ataque for de tal ordem que a remoção do tratamento não constitua ameaça séria para a paciente, a descontinuação da droga pode ser considerada, antes e durante a gravidez, embora não possa ser dito com certa confidência que mesmo pequenos ataques não constituem algum risco para o desenvolvimento do embrião ou feto. O médico deverá avaliar cuidadosamente os benefícios do tratamento em relação a possíveis riscos as grávidas epilépticas. Há relatos de aumento de incidência de malformação congênita, como lábio leporino/fenda palatina e malformação do coração em crianças de mulheres que estão recebendo fenitoína e outras drogas antiepilépticas e mais recentemente tem sido reportada síndrome fetal de hidantoína. Esta síndrome consiste de deficiência de desenvolvimento fetal, microcefalia e deficiência mental em crianças nascidas de mães que estão recebendo fenitoína, barbituratos, álcool e trimetadiona. Além disso, estes aspectos estão todos relacionados e freqüentemente associados com desenvolvimento intra-uterino retardado por outras causas. Foram relatados casos isolados de malignidade, inclusive de neuroblastoma, em crianças de mães tratadas com fenitoína durante a gestação. Pode ocorrer um aumento na freqüência de crises convulsivas devido à alteração da absorção e metabolismo durante a gestação, requerendo assim medicação periódica do nível de fenitoína e adequação de dose nesse período. Entretanto, após o parto, provavelmente, será indicado o retorno à posologia original. Nas primeiras 24 horas de vida foram relatadas anormalidades de coagulação em neonatos de mães epilépticas tratadas com fenobarbital e/ou fenitoína. Recomenda-se a administração de vitamina K ao neonato após o nascimento e a mãe, antes do parto. Mulheres em tratamento com fenitoína não devem amamentar, uma vez que a droga aparentemente é secretada no leite humano, em baixas concentrações. - Interações medicamentosas: as seguintes drogas podem elevar os níveis séricos de fenitoína: grandes doses de álcool, amiodarona, cloranfenicol, clordiazepóxido, diazepan, dicumarol, dissulfiram, estrógenos, antagonistas de H2, halotano, isoniazida, metilfenidato, fenotiazidas, fenilbutazona, salicilatos, succinamidas, sulfonamidas, tolbutamida e trazodona. As seguintes drogas podem reduzir os níveis séricos de fenitoína: carbamazepina, consumo crônico de álcool, reserpina, sucralfate e antiácidos contendo íons cálcio, por interferirem com sua absorção. A ingestão de fenitoína e antiácido deve ser intervalada em pacientes com baixos níveis séricos de fenitoína. As drogas que interagem imprevisivelmente, reduzindo ou elevando os níveis séricos de fenitoína, quando em uso concomitante são fenobarbital, valproato de sódio e ácido valpróico. Antidepressivos tricíclicos podem precipitar crises convulsivas em pacientes sensíveis, devendo ser ajustada a posologia da fenitoína. Corticosteróides, anticoagulantes cumarínicos, digitoxina, doxiciclina, estrógenos, furosemida, contraceptivos orais, quinidina, rifampicina, teofilina e vitamina D têm sua atividade reduzida em presença da fenitoína. A fenitoína pode reduzir os níveis séricos de PBI (iodo ligado a proteína), reduzir os valores dos testes de dexametasona ou metirapona e elevar os níveis séricos da glicose, fosfatase alcalina e gama glutamil transpeptidase (GGT).

Composição

Cada cápsula contém: fenitoína sódica 100 mg.Cada 5 ml da suspensão oral contém: fenitoína 100 mg.


Deprecated: strlen(): Passing null to parameter #1 ($string) of type string is deprecated in /var/www/html/med-view.php on line 347

Apresentação

Cápsulas em frasco de 30. Suspensão oral em frasco de 120 ml.

Laboratório

Parke Davis Warner Lambert


Deprecated: strlen(): Passing null to parameter #1 ($string) of type string is deprecated in /var/www/html/med-view.php on line 385
< Eparema < Epelin > Epéz >
publicidade