Ciprocin



Indicação

Para que serve?

Infecções complicadas e não-complicadas causadas por microorganismos sensíveis à ciprofloxacina. Infecções do trato respiratório: Ciprocin pode ser considerado como tratamento recomendável em casos de pneumonias causadas por Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli, Pseudomonas, Haemophilus, Branhamella, Legionella e Staphylococcus. Ciprocin não deve ser usado como medicamento de primeira escolha no tratamento de pacientes ambulatoriais com pneumonia causada por Pneumococcus; do ouvido médio (otite média) e seios paranasais (sinusite), especialmente se a infecção for causada por organismos gram-negativos inclusive Pseudomonas, e Staphylococcus; dos olhos; dos rins e/ou trato urinário eferente; dos órgãos genitais, inclusive anexite, gonorréia, prostatite; cavidade abdominal (ex., infecções bacterianas do trato gastrintestinal ou do trato biliar, peritonite); pele e tecidos moles; ossos e articulações. Sepse. Infecção ou risco iminente de infecção (profilaxia) em pacientes cujo sistema imunológico esteja comprometido (ex.: pacientes em uso de imunossupressores ou pacientes neutropênicos). Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Não deve ser usado em casos de hipersensibilidade à ciprofloxacina ou aos derivados quinolônicos. Ciprocin não deve ser prescrito a crianças, adolescentes, mulheres grávidas ou em fase de amamentação, já que não há dados suficientes que assegurem o uso do medicamento nestes grupos de pacientes.

Posologia

Como usar?

Salvo prescrições médicas contrárias, as seguintes doses diárias individuais no adulto são recomendadas: via intravenosa: infecção do trato respiratório (de acordo com a gravidade e o agente etiológico): 2 x 200 a 400 mg; infecção do trato urinário complicada: 2 x 200 mg; diarréia: 2 x 200 mg; outras infecções: 2 x 200 a 400 mg; infecções graves com risco de vida (principalmente causadas por Pseudomonas, Staphylococcus ou Streptococcus): 3 x 400 mg. Pacientes idosos devem receber doses tão reduzidas quanto possível, dependendo da gravidade da doença e do clearance de creatinina. Se o paciente não estiver apto a ingerir comprimidos devido à gravidade de sua doença ou por qualquer outro motivo, recomenda-se iniciar a terapia com Ciprocin injetável. Após a administração intravenosa, pode-se dar continuidade ao tratamento por via oral (terapia seqüencial). A posologia na insuficiência renal ou hepática deve ser ajustada. - Instruções de uso: administração endovenosa: a aplicação de Ciprocin injetável deve ter a duração aproximada de 30 a 60 minutos. A infusão deve ser feita lentamente em veia do calibre considerável para reduzir o quanto possível o desconforto no paciente e o risco ou irritação venosa. A solução para infusão pode ser administrada diretamente ou após diluição com outras soluções para infusão. Ciprocin injetável é compatível em solução com soro fisiológico, solução de Ringer e solução de Ringer lactato, soluções de glicose a 5% e 10%, com solução de frutose a 10% e solução de glicose a 5% com cloreto de sódio a 0,225% ou 0,45%. Quando diluído em soluções compatíveis, Ciprocin deve ser administrado logo após a diluição por razões de caráter microbiológico e de sensibilidade à luz. Incompatibilidades relevantes: a não ser que se tenha comprovado a compatibilidade entre Ciprocin e outras soluções ou medicações, a solução para infusão deve sempre ser administrada separadamente. Constituem-se sinais visíveis de incompatibilidades: precipitação, turvação e descoloração da solução. Incompatibilidade é comum em todas as soluções ou medicações física ou quimicamente instáveis ao pH da solução de Ciprocin (ex.: penicilina, soluções de heparina), especialmente nas associações com soluções com pH alcalino (pH de Ciprocin solução 3,9 - 4,5). Devido à fotossensibilidade da solução, os frascos só devem ser retirados da embalagem no momento do uso. Sob condições de luz natural, garante-se total eficácia do produto durante um período de 3 dias. Duração do tratamento: a duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. É essencial manter durante, pelo menos, 3 dias após o desaparecimento da febre e dos sintomas clínicos. Duração média do tratamento: 1 dia nos casos de gonorréia e cistite aguda não complicada; até 7 dias nos casos de infecção renal, trato urinário e cavidade abdominal; durante todo o período neutropênico em pacientes com defesas orgânicas debilitadas; máximo 2 meses nos casos de osteomielite; 7 a 14 dias em todas as outras infecções. Nas infecções estreptocócicas, o tratamento deve durar, pelo menos, 10 dias devido ao risco de complicações posteriores. As infecções causadas por Chlamydia também devem ser tratadas durante um período mínimo de 10 dias. - Superdosagem: além das medidas habituais, recomenda-se monitorizar a função renal. - Pacientes idosos: Ciprocin deve ser utilizado com cautela em pacientes idosos pela probabilidade de apresentarem redução na função renal relacionada à idade, que possa requerer um ajuste na dosagem.

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Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Os seguintes efeitos colaterais foram observados: efeitos sobre o trato gastrintestinal: náusea, diarréia, vômito, dispepsia, dor abdominal, flatulência, anorexia. Na eventualidade de diarréia grave e persistente durante ou após o tratamento, deve-se consultar um médico, já que este sintoma pode ocultar doença intestinal grave (colite pseudomembranosa) que exija tratamento imediato. Em tais casos, a administração de Ciprocin deve ser interrompida, iniciando-se uma terapia adequada. Medicamentos que inibem a peristalse são contra-indicados. Efeitos sobre o sistema nervoso central: tontura, cefaléia, cansaço, insônia, agitação, tremor. Muito raramente: insônia, paralgesia periférica, sudorese, desequilíbrio, convulsões, aumento da pressão intracraniana, ansiedade, pesadelos, confusão mental, depressões, alucinações. Em casos individuais: reações psicóticas (evoluindo até para um comportamento de auto-exposição a riscos). Em alguns casos, as reações ocorreram logo após a primeira administração de Ciprocin. Em tais circunstâncias, a administração de Ciprocin deve ser suspensa, informando-se o médico imediatamente a respeito do paciente. Reações relativas aos órgãos sensoriais: muito raramente alteração do paladar e olfato, distúrbios visuais (ex.: diplopia, visão colorida), zumbido, distúrbio temporário da audição, especialmente para altas freqüências. Reações de hipersensibilidade: em alguns casos, as reações adversas ocorreram já a partir da primeira administração de Ciprocin, devendo-se em tais situações, interromper a administração do medicamento, e informar o médico imediatamente. Reações dermatológicas como: erupções cutâneas, prurido, febre medicamentosa. Muito raramente: hemorragias puntiformes na pele (petéquias), formação bolhosa, acompanhada de hemorragia (bolhas hemorrágicas) e pequenos nódulos (pápulas) com a presença de crostas, evidenciando comprometimento vascular (vasculite). Eritema nodoso, eritema multiforme bolhoso (menor), síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell. Nefrite intersticial, hepatite, necrose hepática, evoluindo, muito raramente, para insuficiência hepática com risco de vida. Reações anafiláticas/anafilactóides (ex., edema facial, vascular e laríngeo); dispnéia progressiva, chegando ao estado de choque (com risco de vida), em alguns casos, após a primeira administração. Em tais circunstâncias, a administração de Ciprocin deve ser interrompida, exigindo-se tratamento médico adequado (ex., tratamento para choque). Efeitos sobre o sistema cardiovascular: taquicardia. Muito raramente sensação de calor, enxaqueca, síncope. Outros efeitos colaterais: dor e edema da articulação. Muito raramente sensação generalizada de fraqueza, dores musculares, tendovaginite, fotossensibilidade, distúrbio transitório da função renal, inclusive insuficiência renal transitória. Em alguns casos durante a administração de Ciprocin, predominantemente em pacientes idosos em tratamento sistêmico anterior com glicocorticóides, observou-se aquilotendinite, que pode ocasionar a ruptura do tendão de Aquiles. Portanto, ao primeiro sinal de aquilotendinite, a administração de Ciprocin deve ser suspensa, sendo necessário consultar um médico. A administração de Ciprocin de forma repetida ou em longo prazo pode causar perinfecção com bactérias resistentes ou com fungos semelhantes às leveduras. Efeitos sobre o sangue e seus componentes: eosinofilia, leucocitopenia, granulocitopenia, anemia, trombocitopenia. Muito raramente: leucocitose, trombocitose, anemia hemolítica e alteração da protrombina. Influência sobre parâmetros laboratoriais/sedimento urinário: pode ocorrer aumento temporário das transaminases, da fosfatase alcalina bactericida colestática, principalmente em pacientes com doença hepática prévia. Aumento temporário da uréia, creatinina e bilirrubinas séricas. Em casos individuais: hiperglicemia, cristalúria e hematúria. Reações locais: muito raramente: flebite. Foram documentados alguns casos de reação no local da aplicação endovenosa de Ciprocin. Estes casos são mais freqüentes para período de infusão de 30 minutos ou menos. As reações apresentam-se como localizadas na pele e desaparecem rapidamente ao término da infusão. Administração endovenosa subseqüente não está contra-indicada a não ser que haja recorrência ou piora da reação. Outras informações: pode haver retardo na capacidade de reagir prontamente às situações, comprometendo a habilidade de dirigir ou operar máquinas, mesmo com a administração sendo feita corretamente, de acordo com a prescrição. Tal fato ocorre principalmente com a ingestão concomitante de álcool.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Em pacientes epilépticos ou que anteriormente tenham apresentado distúrbios do sistema nervoso central (SNC) (ex.: limiar convulsivo reduzido, convulsão, redução do fluxo cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), Ciprocin deve ser administrado somente quando os benefícios do tratamento forem superiores ao possíveis riscos, já que tais pacientes podem vir a sofrer eventuais efeitos colaterais sobre o SNC. A aplicação endovenosa deverá ser administrada por infusão lenta em um período de 60 minutos, preferivelmente. Têm-se documentado reações no local da aplicação com o uso endovenoso de Ciprocin. Estas reações são mais freqüentes para tempo de infusão menor ou igual a 30 minutos ou quando se aplica em pequenas veias da mão. É necessário cuidado com pacientes com prejuízo hepático e renal, com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase ou miastenia gravis. Deve-se manter uma ingestão inadequada de líquidos durante o tratamento para evitar problemas renais. Deve-se evitar a exposição à luz solar ou artificial. Tem sido relatada cristalúria relacionada com a ciprofloxacina apenas raramente em seres humanos, decorrente da urina ser habitualmente ácida. Deve ser evitada a alcalinização da urina em pacientes que recebem a ciprofloxacina. - Interações medicamentosas: a administração concomitante de ciprofloxacina e teofilina pode produzir aumento indesejável das concentrações séricas de teofilina. Quando o uso de ambos for inevitável, as concentrações séricas de teofilina deverão ser cuidadosamente monitorizadas, assim como o ajuste cuidadoso de sua dose. Nos casos em que não seja possível a determinação dos níveis séricos da teofilina, está deverá ter sua dose reduzida à metade da dose indicada para o paciente. Este ajuste, que deverá ser feito antes da administração da primeira dose de ciprofloxacina, tem por finalidade evitar as concentrações séricas altas de teofilina, comumente observadas e que apresentam efeitos secundários graves, como arritmias ventriculares, convulsões ou até morte, como primeiro sinal de toxicidade e sem prévio aviso. Estudos realizados com animais demonstraram que a combinação de doses muito altas de quinolonas (inibidores da girase) e certos antiinflamatórios não esteróides (mas, não o ácido acetilsalicílico) pode provocar convulsões. A administração simultânea de ciprofloxina e ciclosporina levou ao aumento transitório da creatinina sérica. Portanto, é necessário controle freqüente da concentração de creatinina sérica nestes pacientes. O uso concomitante de ciprofloxacina e warfarina pode intensificar a ação da warfarina. Em casos individuais, a administração concomitante de ciprofloxacina e glibenclamida pode intensificar a ação da glibenclamida (hipoglicemia). A probenecida interfere na secreção renal da ciprofloxacina. A administração concomitante de probenecida e Ciprocin leva ao aumento da concentração de ciprofloxacina sérica. A metoclopramida acelera a absorção de ciprofloxacina, fazendo com que a concentração máxima no plasma seja atingida em um período de tempo menor. Não se registraram efeitos sobre a biodisponibilidade da ciprofloxacina.

Composição

Cada ml da solução contém: ciprofloxacina 2,0mg; água para injetáveis q.s.p. 1,0 ml. Excipiente: ácido lático e ácido clorídrico.

Apresentação

Solução para infusão. Ciprocin 200 mg: cartucho com 1 frasco-ampola de 100 ml.

Laboratório

Eurofarma Laboratórios

SAC: 0800 704 3876

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